24 de dez. de 2008

O VALOR DO ESTUDO DA BÍBLIA

O  VALOR DO ESTUDO DA BÍBLIA
Leitura Bíblica em Classe Sl 119.11-19Introdução
I. O que é ler a Bíblia
II. O estudo significativo da Bíblia
III. Benefícios no estudo da Bíblia
IV. Como estudar a Bíblia
Conclusão:
Título deste subsídio: O valor do estudo da Bíblia
Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Sl 119.97).
Estudar a Bíblia não é apenas lê-la. É aproveitar lições preciosas para o crescimento espiritual, extraindo alimento para a alma. A Bíblia é o Livro de Deus. Ela é a mensagem de Deus para todas as pessoas, em todos os tempos, em todos os lugares. Deus amou o mundo. “[…] Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2.3,4). A Bíblia é a revelação especial de Deus para a humanidade. Ainda que seja o livro mais editado, no mundo, ao longo dos tempos, é, ainda, o livro menos conhecido de muitos povos e nações. O desejo de Deus é que a sua Palavra chegue a todo o ser humano, para que seja lido, apreciado e estudado.
Ler, de uma forma geral, significa passar a vista pelas palavras de um texto. Ler a Bíblia já é algo bastante proveitoso para quem tem a oportunidade de ter o Livro Sagrado em suas mãos. Há povos não-alcançados pelo evangelho de Cristo que jamais tiveram um só exemplar da Bíblia nas mãos de qualquer pessoa. Graças a Deus, no mundo Ocidental, em que (ainda!) há liberdade de culto, existem pessoas que possuem não só um exemplar, mas muitos, da Bíblia Sagrada.
Os cristãos, em geral, gostam de ler a Bíblia. Uns mais; e outros, menos; há, ainda, os que nunca leram a Bíblia. Neste trabalho, desejamos enfatizar o ato de “estudar” a Bíblia. É mais do que apenas lê-la. Na leitura, há benefícios para a mente, para a alma. Mas, no estudo, há maior aproveitamento do conteúdo, da mensagem, e dos ensinos e doutrinas, que permeiam as páginas do Santo Livro, dado por Deus à humanidade, e, principalmente, aos que nEle crêem.
Há inúmeros exemplos de pessoas que, nos mais variados momentos e situações da vida, encontraram respostas para seus problemas nas páginas da Bíblia Sagrada.
I - O QUE É LER A BÍBLIA
1. LEITURA COMUM
Ainda que o dicionário também defina o verbo ler como estudar, podemos afirmar que, na prática, ler a Bíblia se constitui no ato de passar a vista de modo corrido, por suas palavras ou sentenças. No livro de Atos, temos o exemplo claro de um homem que estava lendo, e até procurando estudar, mas não conseguia entender o texto: “[…] E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração, regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” (At 8.27,28; grifo meu).
O ato de ler, simplesmente pode levar a pessoa que tem um livro em mãos, a percorrer suas páginas, apenas passando e repassando as folhas, sem um exame mais atento e acurado, do conteúdo lido. Há, nas igrejas locais, pessoas que têm o hábito deler a Bíblia. Algumas sentem-se orgulhosas por poderem dizer: “Já li a Bíblia toda ‘tantas’ vezes”. E isso causa admiração aos que ainda não leram o Livro todo nem uma vez. A leitura bíblica, de modo repetido, sempre deixa, na mente do crente algum conhecimento, algum proveito, por tratar-se de uma palavra viva e poderosa (Hb 4.12). Mas ler não é a mesma coisa que estudar.
2. LEITURA PERSISTENTE
Diz Paulo: “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Tm 4.13). Há muitos cristãos que começam a ler a Bíblia, no início do ano, com o propósito de lê-la todos os dias. Mas são poucos os que alcançam esse objetivo. Assim, como acontece, quando o crente define o propósito de orar, diariamente, o desejo de ler a Bíblia sofre muitas oposições. Não é fácil dedicar-se à oração e à leitura da Bíblia. Fatores, os mais diversos, contribuem para que haja a perda de interesse por essa prática saudável na vida devocional. Cansaço, fadiga, distrações (TV, revistas e outros) contribuem para o descuido em ler a Bíblia. Mas, se o fiel desejar crescer na fé, precisa, antes de qualquer coisa, começar pelo menos a ler a Bíblia. Uma meta por demais significativa é procurar ler a Bíblia toda, durante o ano.
II - O ESTUDO SIGNIFICATIVO DA BÍBLIA
1. O QUE É ESTUDAR
O dicionário nos diz que estudar é “Aplicar a inteligência a, para aprender; Dedicar-se à apreciação, análise ou compreensão de; examinar, analisar […] Observar atentamente […] Procurar fixar na memória; esforçar-se para saber de cor […] Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber, ou adquirir instrução ou conhecimentos […] Ser estudioso […] Meditar, pensar; assuntar”.1 
Aplicando essas definições ao estudo da Bíblia, podemos dizer que estudar a Bíblia é aplicar a inteligência para apreciação, análise e compreensão dos textos bíblicos; é procurar aplicar o espírito, a memória e a inteligência, para saber, ou adquirir instrução e conhecimentos da Palavra de Deus.
O estudioso da Bíblia procura “conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência” (Pv 1.2). Estudar a Bíblia leva o crente a ter sabedoria, ou seja, a capacidade para praticar o conhecimento, ou a ciência das coisas de Deus, em todos os aspectos da vida. O estudo da Bíblia não pode tornar-se mero aprendizado teórico, ou a memorização de textos. O estudo bíblico deve ter como objetivo a prática dos princípios divinos na vida diária. Um dos problemas que envolvem o estudo teológico é a visão acadêmica que domina muitos estudiosos, que se deleitam em expor idéias, doutrinas e filosofias, que só servem para o orgulho do intelecto e o diletantismo dos seus teóricos. No estudo da Bíblia, não há lugar para a soberba intelectual.
III - BENEFÍCIOS NO ESTUDO DA BÍBLIA
1) Crescer em conhecimento
O servo, ou serva de Deus, precisa ler e estudar a Bíblia, diariamente, para crescer no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18). Há muitos cristãos raquíticos na fé por falta de conhecimento. Há quem diga que, no meio pentecostal, há muito barulho e pouco conhecimento da Palavra de Deus; pode parecer desconfortável, mas a prática nos mostra que é grande o número de pessoas, nas igrejas pentecostais, e mais ainda, nas neopentecostais, que não procuram aprofundar-se no conhecimento das verdades bíblicas.
Este autor costuma usar metáforas, aplicadas à vida cristã, ao dizer: Há cristãos que não crescem no conhecimento das coisas de Deus. Uns ainda estão no “Jardim de Infância da Fé”, depois de terem saído da pediatria espiritual; outros contentam-se em ficar na “Creche da Fé”, apenas dependendo dos cuidados dos mais experientes (é um dever da igreja local cuidar dos novos na fé); mas há pessoas, com mais de dez anos de conversão, que não querem buscar o conhecimento. Este é progressivo. Exige esforço, dedicação, disciplina, interesse e persistência. 
Quando os crentes não lêem, nem tampouco estudam a Bíblia, portam-se como meninos espirituais. Daí, porque há tanto emocionalismo, em muitas igrejas locais. É a falta de conhecimento. Por falta de conhecimento bíblico, há muitos que se deixam levar por “vento de doutrina”, ou seja, por modismos passageiros, que têm levado muitos à ruína espiritual. 
Há igrejas locais, ou denominações, que chegam ao absurdo de dizer que o verbo pedir (gr. sôzo) é a mesma coisa que “exigir”. E muitos, por falta de conhecimento, querem por Deus “no canto da parede”, “exigindo” seus direitos! Diz Paulo: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4.13,14).
Diz a Palavra: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). No meio pentecostal, e mais especialmente, no meio neopentecostal, há uma grande superficialidade entre grande parte dos fiéis. Por falta de estudo, bem como de ensino da Palavra de Deus, é que os modismos e invencionices têm tomado conta de muitas igrejas locais. Diz a Bíblia: “A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento” (Pv 4.7). A falta de conhecimento da Palavra de Deus leva à destruição: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6a).
2) Meditação
O salmista tinha prazer em ler e meditar na Palavra de Deus: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97, grifos meu). Meditar pode ser entendido como a atitude interior, de reflexão, ponderação e exame daquilo em que se pensa. Os místicos da Nova Era levam as pessoas a adotarem a chamada meditação transcendental, que conduz experiências de transe espiritual de modo passivo. Mas a meditação, com base na Bíblia, leva o crente a ter a mente ativa na absorção das mensagens proporcionadas pelo Espírito Santo de Deus. 
O hábito de ler e estudar a Bíblia, meditando, resulta em grandes benefícios espirituais. Através desse hábito, o crente avalia sua situação diante de Deus; seu nível de conhecimentos bíblicos; e abre o coração para ouvir Deus falar pela Palavra. Numa leitura rápida e superficial, dificilmente alguém poderá ouvir a voz de Deus. A vida moderna, com sua pressa, com seu corre-corre, prejudica a atitude reflexiva. Diante de um televisor, não há o que meditar. As mensagens já são oferecidas prontas e acabadas, por meio de milhões de “pixel”, ou de pontos luminosos, que parecem hipnotizar os telespectadores. Porém, diante da Bíblia, ninguém poderá ser abençoado, se não parar para pensar e procurar ouvir Deus falando através de suas páginas.
3) Prevenção
É necessário ter a Palavra no coração para não pecar (Sl 119.11). O velho ditado popular, que diz: “É melhor prevenir que remediar” faz muito sentido, quando aplicado à vida cristã. Ninguém cai, no pecado, numa fração de segundo. Normalmente, a tentação, tal qual um pássaro vagante, sobrevoa a mente e os pensamentos. Mas muitos deixam que ela faça um ninho em seu interior. Um dos fatores que contribuem para a queda, ante a tentação, é a falta de vigilância. Primeiro, por não ter uma vida de oração. Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Em segundo lugar, a falta de leitura e estudo da Bíblia, de modo que a mente fique saturada da Palavra de Deus, é fator decisivo para o fracasso diante da tentação. Outro ditado ilustra a vulnerabilidade mental diante dos ataques do Maligno: “Mente desocupada é oficina do Diabo”. E há várias formas de esvaziar a mente. 
Diante de novelas recheadas de satanismo e sexo ilícito, muitos ficam totalmente vazios da presença de Deus; diante de conversas irreverentes, de murmuração, e leviandade, muitos não dão lugar à presença do Espírito Santo e ficam vazios. Por isso, a leitura e o estudo da Bíblia podem ocupar os espaços da alma para que o crente não seja fragilizado diante das tentações. Diz o salmista: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11). Isso significa meditar na Palavra de Deus, valorizando seus ensinos e lições para a vida.
4) Consolo
Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar. Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou” (Sl 119.49,50). A vida cristã tem momentos difíceis. Muitas vezes, as lutas parecem intermináveis. Sem o consolo divino, é impossível ter paz de espírito em determinadas situações. Ao contrário do descrente, que, em momentos de tribulações, recorre à bebida alcoólica, à vingança, ou se entrega à depressão, o servo ou a serva de Deus, busca o consolo na leitura da Bíblia. Muitos textos bíblicos têm servido de conforto para os momentos de angústia. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1); “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1); “Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou” (Sl 119.50). Estes e inúmeros outros textos têm sido meios usados por Deus para levantar muitos abatidos e desanimados.
5) Direção divina
Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). Em momentos de dúvidas, qual a direção a seguir? Qual a melhor decisão, quando nos vemos diante de uma encruzilhada da vida? O não-crente recorre ao horóscopo, aos adivinhos, aos demônios. Mas o crente fiel busca o direcionamento, na oração, na presença de Deus, e na sua Santa Palavra. A leitura da Bíblia, em oração contrita, pode ser um meio abençoado de ter a direção do Senhor para as decisões a tomar. Deus fala através de sua Palavra. São inúmeros os testemunhos de pessoas que, sem saber o que fazer, tiveram o discernimento de seus problemas, através da leitura da Bíblia. Nunca se ouviu dizer que os livros dos filósofos, ou as obras famosas dos intelectuais, guiassem ninguém, nos momentos de aflição ou de incertezas. Mas são abundantes os relatos de homens e mulheres, que foram guiados pela Palavra de Deus. Como lâmpada e luz, a Bíblia nos mostra o caminho a seguir, tanto na vida espiritual, como nas outras áreas da vida.
6) Poder espiritual contra as tentações
Está escrito”. Após ser batizado, no Jordão, Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, ou provado. Esta é uma prova eloqüente de sua humanidade. Abrindo mão do uso poderoso de seus atributos divinos, o Senhor deixou-se levar ao paroxismo da provação pelo Adversário, em pleno deserto, enfrentando o calor sufocante do dia, e o frio intenso da noite, sem comer. Ao sentir os efeitos da fome, no seu auge, o Tentador se aproxima do Mestre e lhe propõe transformar pedras em pães. Jesus, usando o texto de Deuteronômio 8.3, diz, resolutamente: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Ele não investiu com impropérios contra o Tentador, mas usou “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17b), vencendo a primeira investida satânica, para pôr em dúvida sua divindade. 
Não se dando por vencido, o Tentador procurou usar outra estratégia. Não sabemos como, mas a Bíblia diz que o Adversário “o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo”, sugerindo-lhe que se atirasse do alto abaixo, citando, atrevidamente, o Salmo 91.11: “Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra”. A tentação estava-se intensificando, à proporção que as forças físicas do Senhor descaíam. Mas Jesus, outra vez, usando a Palavra citou Deuteronômio 6.16, dizendo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”.
A última tentativa do Adversário de levar Jesus a fraquejar espiritualmente e ser derrotado para sempre foi desencadeada, apelando para a “concupiscência do mundo”, através da sugestão para a obtenção do poder e da glória humana. O Tentador “mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.8,9). Com fome e sede, abatido fisicamente, sentindo-se pobre, no sentido humano, o que se passaria pela cabeça de um ser humano, diante de tão sugestiva oferta? Para um homem comum, talvez a visse como irrecusável.
Mas Jesus, resolvendo dar um basta no atrevimento do Adversário, usou a Palavra, com autoridade suprema, e replicou: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Ali, foi demonstrado o poder da Palavra de Deus sobre a tentação; mesmo que a mente esteja sob o efeito da fraqueza da carne, Jesus mostrou-nos que é possível vencer todas as tentações usando o poder da Palavra de Deus. 
7) Ordenamento da vida
Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma” (Sl 119.133). No mundo relativista, a vida das pessoas, em geral, está desordenada. A falta de ética predomina em todas as áreas da vida social. As pessoas não querem saber de disciplina, de normas, e muitos passam a adotar a libertinagem como estilo de vida. A juventude e a adolescência têm sido guiadas pelos formadores, ou deformadores de opinião, e aceito a filosofia do “é proibido proibir”. 
No entanto, os servos e servas de Deus, jovens ou adultos, procuram pautar suas vidas segundo a Palavra de Deus, de modo ordenado, disciplinado e ético. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). O crente em Jesus não se guia pelas novelas, pela mídia, pelos filmes profanos, nem pelas opiniões dos intelectuais, filósofos, professores, ou “sábios” mundanos, pois eles: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22; 1 Co 1.26).
Com base na Bíblia, os pais podem orientar seus filhos a terem uma vida ordeira, disciplinada, com segurança, para enfrentarem os desafios da vida pós-moderna; os cônjuges podem viver com satisfação e santidade, dando exemplo aos filhos e aos mais jovens, fortalecendo a instituição familiar. Como se vê no Salmo 119.133, o ordenamento da vida tem por objetivo evitar que a iniqüidade se apodere do homem ou da mulher de Deus.
Publicado no site da CPAD
Pr. Elinaldo Renovato

17 de out. de 2008

O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA



O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA

Texto áureo: Isaías 46.9-10: Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam…
Leitura Bíblica em Classe: Gn.6.1-7.
“Estou certo que a intervenção divina na Terra é uma verdade irretorquível e demanda totalmente do Poder e Soberania de Deus sobre toda a sua Criação”.
Osvarela.
CONFRONTANDO PENSAMENTOS:
- A verdadeira posição de Deus na História - ou seu devido Lugar pela Bíblia Sagrada:
Posição do teísmo Aberto: É um Deus que, basicamente, recusou-se a viciar os dados e resolveu correr o risco da rejeição, na esperança de poder experimentar o verdadeiro amor.”
Posição Bíblica:
“…Se todo aviso que se encontra na Bíblia é o deflagrar de um desígnio, então a história está mais para um grande teatro do que para o desenrolar de uma batalha pela salvação da humanidade”. 
Continua Ariovaldo: 
“Outra coisa que mencionei foi que o fato de Deus não conhecer o futuro não é uma questão de abrir mão da onisciência, mas de abrir mão da eternidade, porque nesta não há passado, presente ou futuro - tudo está vívido diante do Eterno.
Esse teísmo aberto não seria apenas uma derivação da teologia da morte de Deus? ” Finalmente, eu disse [
Ariovaldo Ramos] ao seminarista: ‘Essa teologia não faz sentido e teologia tem de ter um mínimo de lógica’.”  Ariovaldo Ramos é filósofo e teólogo, diretor da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial, membro da equipe editorial da Edições Vida Nova.A -Exórdio:
Eis uma lição que confronta o poder de autoritativo e realizador de Deus com pensamentos contrários à este poder criador e interventor.
·    Quem mais pode intervir na coisa criada que não o Seu Criador?
·    Quem mais pode intervir na vida do homem criado que Seu formador?
Deus é um interventor por excelência sobre as suas criações, sejam elas com conhecimento, inertes, vivas sem poder pensante, mas sobre todas elas ele tem poder para chamá-las e elas atender ao seu chamado.
Sem cair no bom calvinismo ou sem entrar no Teísmo aberto, mas apenas estudando as Palavras de Deus, as  quais são a Bíblia Sagrada poderemos entender este conflitante assunto.
Porque conflitante?
Por que suscita dúvidas como:
Por que Pedro negou Jesus três vezes?

“Mas e quanto àquelas de aviso, como a de que Pedro negaria a Cristo três vezes antes do cantar do galo ou o anúncio da traição de Judas Iscariotes?”
Porque Deus foi surpreendido com a corrupção do gênero humano em Gn.6?
É uma sucessão de porquês….
A deidade divina jamais pode ser contestada por estes pequenos acontecimentos, no entanto existem alguns que assim procedem.
Mas, se nos envolvermos pela verdade bíblica veremos que toda a ação divina interventiva na História é proveniente de uma ação anterior, seja do homem ou de algum dos seus seres criados que o levam a reagir com Justiça e Juízo, pois Ele é Justo e leal a sua Palavra exarada sobre todos e tudo, pois é o Deus.
- Conformismo?
Não! Reconhecimento do poder de Deus.

Quando pensamos na nossa própria existência como homem antropológico, vemos que se não houvesse a intervenção de Deus neste Mundo em que vivemos, não existiríamos.
Gênesis 1: 26. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.Ora! A nossa própria existência foi um querer interventivo de Deus.
B - DISCURSO:
I - A intervenção de Deus na História é fruto e limitadora de alguns acontecimentos, leia à seguir:
·    Ação do homem.
À  extrema corrupção dos dias de Noé, muito embora sabedores da divindade e querer de Deus, atuou como agente desencadeante da Justiça perfeita de Deus, para cumprir a Sua Palavra [Jr.1. 12 Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra  para a cumprir.].
Toda a ação de Deus é fruto de seu amor para com o homem, mas através do cumprimento de seus mandamentos, por isto os porquês…
Gn 6.11.ss: A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra.
·    Ação de seres criados, na esfera celestial e decaídos.
Mesmo nos Céus, Deus manifesta o seu poder interventivo em Seu reino Universal, não há desordem neste Reino, mas sim uma perfeita forma de agir, sendo que cada ser tem todo o direito de escolher entre servir à Deus ou não, apenas está cientificado de que sua volição o conduzirá para perto ou para longe de Deus.
Hb.11. 6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Ez. 28.2: Príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: Visto como se elevou o teu coração, e disseste: Eu sou um deus, na cadeira dos deuses me assento, no meio dos mares…e não deus, embora consideres o teu coração como se fora o coração de um deus.Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas.
I Co. 6. 3: Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
II Pe.2. 4: Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo;
·    Ação de Deus para dar condições aos seus escolhidos.
a- Quando Deus decide o momento de Libertar seu povo - Israel - do Egito, parece na leitura bíblica que há um adiamento deste dia de tal forma que muitos ao ler o texto não entendam.
Porém Deus como Interventor da História, sabia exatamente o dia e hora de libertar Israel, para isto ele utilizando o tempo sob seu controle, deu condições do povo de Israel:
Saquear os egípcios, tal qual, uma forma indenizatória, pelo tempo que este povo trabalhou para aquele povo africano, sob cruéis e severas condições.
Vejo nesta ação interventiva a ação da Justiça perfeita de Deus.Você já ouviu falar em Justiça do Trabalho, foi Deus quem a “criou”.
Vejo nesta ação Deus criando condições para que o ‘tal endurecimento - calosidade’ - do coração do faraó, o levasse a ser mais implacável e indo atrás de um povo e descumprindo a sua própria palavra autorizativa para saída do povo hebreu, os persegui e assinou a sua sentença de morte e de seus melhores cavalheiros e guerreiros.
Vejo a diferença entre o poder do homem e o Poder interventor de Deus.
Deus cumpriu a sua palavra e o Faraó egípcio descumpriu a sua.
Ex. 14.1.ss Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que se voltem e se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom….Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou. Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-a me-ei em Faraó, e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.
a-Intervenção anunciada:
Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver; o Senhor pelejará por vós; e vós vos calareis.
b-O Homem pode ser  e é  usado na ação da Intervenção de Deus:
Deus precisa de parceiros fiéis para agir em certas situações sob suas ordens e orientações, e ele os encontra no meio do seu povo.
Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim?….levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco….Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e se pôs atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás, colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas….;Então Moisés estendeu a mão sobre o mar….; e o Senhor fez retirar o mar… e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas…e as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.
c-Os incrédulos vêem e confirmam a Intervenção de Deus:
E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar…o Senhor…olhou…e alvoroçou o campo dos egípcios…fê-los andar dificultosamente…os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Senhor peleja por eles contra os egípcios.
Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer…; assim o Senhor derribou os egípcios no meio do mar…todo o exército de Faraó; não ficou nem sequer um deles…Assim…salvou Israel da mão dos egípcios;
II -Intervindo na Criação para alimentar uma Multidão [de murmuradores]:
Mesmo Israel murmurando a promessa incondicional, faz com que O Senhor alimentasse o seu Povo.Ele é Fiel!
Ex.16. 35.ss:…E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.14 Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada sobre a terra.15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer.

III - Retomando o PORQUE:

PORQUE Deus age desta maneira, intervindo na História:
·    Para atingir um propósito futuro:
Do homem: salvífico
Hebreu - confirmar sua semente escolhida e prometida a Abraão, seu amigo. Deus é um deus itinerante, acompanha a história, mas se mostra estar além da história, como também além do templo e de toda estrutura religiosa. II SAMUEL 7..1.ss:… Natã, dizendo: Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o Senhor: Edificar-me-ás tu uma casa para eu nela habitar? Porque em casa nenhuma habitei, desde o dia em que fiz subir do Egito os filhos de Israel até o dia de hoje, mas tenho andado em tenda e em tabernáculo. E em todo lugar em que tenho andado com todos os filhos de Israel, falei porventura, alguma palavra a qualquer das suas tribos a que mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: por que não me edificais uma casa de cedro?…. e fui contigo, por onde quer que foste..
Deus anda conosco pelos lugares mais simples e singulares, Ele tem prazer em andar com o homem, como quando passeava no Jardim para falar com Adão. O grande Interventor da História é mais simples que muitos homens que se acham importantes e desprezam os humildes.
IV - Deus intervindo na religiosidade do seu povo:
-
 Ponto de partida:
As falsas imagens de
 Deus que prevalecem na linguagem e em muitas manifestações religiosas verificadas até mesmo dentro da Igreja.
Da mesma forma que em Israel outros deuses se imiscuíram na religiosidade [esta não é uma palavra desgastada, como muitos querem - TIAGO 1. 27: A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.].
Da mesma  forma Deus interviu na vida de Israel, quando este se lançou aos pés de ídolos como Baal, Asera e outros tantos ao longo de sua história, e através de seus profetas e juízes deu intervem na vida da Nação de Israel e continua intervindo na vida da Igreja.
a- Na sua Intervenção Deus mais uma vez, usa homens, dispostos a mudar a situação:
I REIS 17.1.ss: Então Elias, o tisbita, que habitava em Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, em cuja presença estou, que nestes anos não haverá orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra.
Toda a atividade agrícola era essencial naqueles dias. Mas, Deus intervem e paralisa toda a atividade agro-pastoril, para dar exemplo que Ele é quem sustenta a todo Israel.
I REIS 18.1: Depois de muitos dias veio a Elias a palavra do Senhor, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; e eu mandarei chuva sobre a terra. Então Elias foi apresentar-se a Acabe. E a fome era extrema em Samária…..Acabe chamou a Obadias, o mordomo….e disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água, e a todos os rios. Pode ser que achemos erva para salvar a vida dos cavalos e mulas, de maneira que não percamos todos os animais.
b- Deus intervem de forma sobre natural para restaurar seu povo da Idolatria:
I REIS 18.36.ss: Sucedeu pois que, sendo já hora de se oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!
c- E Deus ainda dá sinal da Sua Intervenção:
I REIS 18.43.ss: E disse ao seu moço: Sobe agora, e olha para a banda do mar. E ele subiu, olhou, e disse: Não há nada. Então disse Elias: Volta lá sete vezes. Sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem, do tamanho da mão dum homem: Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E sucedeu que em pouco tempo o céu se enegreceu de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva.

Is. 38.7: E.. da parte do Senhor como sinal de que o Senhor cumprirá esta Palavra: Eis que farei voltar dez graus a sombra no relógio de Acaz pelos quais já declinou com o sol. Assim recou o sol dez graus.

V - Retomando: Intervenção com propósito de salvar, a nós os gentios:
Gentio -  Para em Justiça dar oportunidade à todos, igualmente e pela palavra dita à Abraão.
Rm.11.25: Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado;
I Tm. 2. 4: o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
·    Do Universo e dos Céus -
Gn 1; Is.40.15.ss: Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima. Todas as nações são como nada perante ele; são por ele reputadas menos do que nada, e como coisa vã. E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar. E ele o que reduz a nada os príncipes, e torna em coisa vã os juízes da terra.
Is.41.1.ss: Calai-vos diante de mim, ó ilhas; e renovem os povos as forças; cheguem-se, e então falem; cheguemo-nos juntos a juizo….Quem faz que as nações se lhe submetam e que ele domine sobre reis? Ele os entrega à sua espada como o pó, e ao seu arco como pragana arrebatada pelo vento.Ele os persegue, e passa adiante em segurança, até por uma vereda em que com os seus pés nunca tinha trilhado. Quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o princípio? Eu, o Senhor, que sou o primeiro, e que com os últimos sou o mesmo. As ilhas o viram, e temeram; os confins da terra tremeram; aproximaram-se, e vieram.
Isaías 40. 26 Levantai ao alto os vossos olhos, e vede: quem criou estas coisas? Foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por ser ele grande em força, e forte em poder, nenhuma faltará.
·    Para evitar a propagação do mal. Gn.6 - Dilúvio; Gn.19 - Sodoma e Gomorra
·    Seja na vida do homem: estabelecendo limites, fornecendo subsistência, estabelecendo ordem, autorizando, delegando ações.
·    Na vida da Igreja através de Jesus cristo:
Instituindo,
Estabelecendo,
Organizando:
Ef.2.18.ss: porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito;
Aperfeiçoando
Capacitando
Orientando
Hierarquizando:
Ef.4.11.ss: E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;
Espalhando [com propósito]:
ATOS 8.1.ss:Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária. E uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele. Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão. No entanto os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra.
·    Na vida dos seres: 
A -Moralmente - Rm 1. 19.ss: Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.
B -Judicialmente - Tg.2.23: E se cumpriu a escritura que diz: E creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus.
C -Legalmente - Rm 4. 23: Ora, não é só por causa dele que está escrito que lhe foi imputado;24 mas também por causa de nós a quem há de ser imputado, a nós os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor;25 o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação.
No bem-estar - Jr. 29. 11: Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.
Na própria existência destes seres. João 1.12: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
Familiar - João 11.1…35.ss Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;Jesus chorou. Disseram então os judeus: Vede como o amava. Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também que este não morreste? Jesus, pois, comovendo-se outra vez, profundamente, foi ao sepulcro; era uma gruta, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque está morto há quase quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, graças te dou, porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.
- Deus não habita ou não permite nada sem organização em Seu Reino.
Gn.1.9,10.ss: E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom. 
VI - A Intervenção para organizar: Organizando o cosmo terrestre:
    Foi Deus quem fez a Ordenação cósmica e mantém todo o Universo em Pleno funcionamento pelo seu Eterno Poder. Foi Ele quem determinou períodos de dias, tempos e estações fez brotar sementes, cada animal, seja terrestre, alado ou marítimo, todo ser que respira “segundo a sua espécie”, foi ele quem determinou o período semanal e o descanso para o homem, bem como o trabalho, tudo Deus organizou.
A organização aparece na história como característica fundamental e inseparável do universo e do próprio Deus.
·    
Deus é antes de tudo um organizador do Caos [SEJA DA TERRA OU DO HOMEM].
Terra caótica: Gn.1. 2: A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
Ex.25.40: Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.
Lc. 9.13.ss: …disse: Dai-lhes vós de comer….Não temos senão cinco pães e dois peixes….eram cerca de cinco mil homens… [ORGANIZANDO] disse a seus discípulos: Fazei-os reclinar-se em grupos de cerca de cinqüenta, cada um. Assim o fizeram…E tomando Jesus os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, os abençoou e partiu, e os entregava aos seus discípulos para os porem diante da multidão.
Desta forma é natural a sua intervenção Organizadora.
- No princípio, o Caos estava estabelecido por fatores que deixaremos de comentar aqui, até que Deus instaurou a ordem.
‘O primeiro capítulo de Gênesis enfatiza à exaustão o caráter organizatório da iniciativa divina primordial’.
GÊNESIS 1.1.ss; No princípio criou Deus os céus e a terra.
A ordem das coisas na terra enumeradas em Gênesis, as quais possuem um equilíbrio e formas que o homem tenta decifrar há séculos mesmo sob um mandato de dominar a terra refletem o planejamento da mente divina do Deus Criador ou a sua intervenção para estabelecer a Ordem.
Gn1.2.ss: A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Disse Deus: haja luz. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
É extremamente necessário se ter esta compreensão, sem ela caímos no vazio da falta de luz ou caos teológico, imposto pela falta de amplidão de pensamento dado pelo Espírito Eterno de Deus, que nos da Plena Luz pela a a - Luz que é Cristo.
João1.1.ss: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
a- Agindo na História:
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
b- Criando vida:
João1.4: Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.
Por meio de Jesus conhecemos o Autor da Criação e o instrumento Criador.
Tudo isto, vem para nos mostrar a sua imperiosa vontade, mas mesmo assim nunca deixa a vontade do homem sem resposta e sem ser compreendida.
Esta demonstração da Intervenção de Deus generalizada em todo o Universo demonstra um Eterno propósito de que a Sua Vontade suprema é sempre nos dar o melhor, a nós e toda a Terra onde vivemos. Esta Terra é o melhor do Mundo criado por Deus, ainda que traumatizada pelo pecado, mas será por Promessa divina restaurada e a ela, a própria Terra geme por esta Intervenção da qual podemos chamar de a:
VII- A ÚLTIMA E GRANDE INTERVENÇÃO DE DEUS NA TERRA.
Estamos aguardando Jesus Voltar esta é a nossa esperança, no sentido total teológico-bíblico, vivemos dias em que a Intervenção de Deus é cada dia mais sentida, demonstrada e rápida como o ‘harpazo’ que em breve acontecerá, aguardamos novos céus e nova Terra onde habita a Justiça. Para que isto ocorra, Jesus aguarda a hora para vir buscar a sua Igreja, quando iniciar-se-á um novo período neste Mundo em que vivemos e serão tão rápidos e dramáticos os acontecimentos que os homens desmaiarão de terror. E a Igreja? Ela diz: Marana tha!
Rm.8. 19.ss: Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
VIII- Deus Interviu e intervém, pois é o Ser Criador e Gerador de tudo!
Deus se manifesta, de fato, na história, mas deixando transparecer, na experiência espiritual e  religiosa[
no sentido ‘religare’] de seus fiéis, traços reveladores de quem Ele é.
Ao lermos Gênesis 1 e 2 vemos estabelecidos todos os componentes de fatos e realizações que por si só descrevem esta atividade divina em todo o Universo. Como Deus criador, como Deus Mantenedor, Como Deus determinador, Como Deus estabelecedor de sua vontade e dizendo: “E viu Deus que era bom”.
Esta frase institui uma verdade divina, tal como, um arquiteto que coloca na prancheta o seu projeto e depois de vê-lo realizado tem plena consciência da: beleza, dos pontos fracos[
o homem, seres frágeis, …Ele assim os fez e os conhece, até aos seus limites:sabe que somos pó e erva ], da estrutura, dos espaços e que está preparado para ser habitado por alguém especial: o Homem, é este o conceito defendido pelo cristianismo nesta lição:
Tal qual um arquiteto, ele sabe onde pode ser alterado o seu projeto ou melhorado em função de quem o ocupa.
Aqui estão, afinal de contas, a soberania divina, a singularidade da humanidade em relação às demais criaturas, a instituição da família e do casamento, o direito de domínio do ser humano sobre a natureza.
quais já tinha declinado.
C -CONCLUSÃO:
O Deus que intervem no Tempo, Ele é o Senhor do passado e do presente e do futuro:
Deus é atemporal, é Ele quem determina tempo e estações, jamais pode ser atingido pelo tempo, por surpresas ou arrependimentos, características de quem não conhece o amanhã, mas ele não, Ele é o Senhor Eterno.
“O mundo criado por Deus na Gênesis foi detalhadamente criado, por alguém, que pode a qualquer instante intervir na obra de sua criação. Tal Criador - Deus - com suas Palavras criadoras - Haja - colocou o homem para cuidar desta criação, e aquele que dela desfaz é como um que desfigura o Obra de um Sábio Arquiteto, mutilando-a; nós que temos Cristo em nossos corações não podemos viola-las pois estaremos desfazendo a ordenação divina que superou o caos.” [obedecer aos Mandatos divinos e as leis escritas nos corações dos homens - Rm.1].
Is.38.7.ss: E…da parte do Senhor como sinal de que o Senhor cumprirá esta palavra: Eis que farei voltar atrás dez graus a sombra no relógio de Acaz, pelos quais já declinou com o sol. Assim recuou o sol dez graus . Pelo que  Deus se manifesta, de fato, na história, e no tempo,mas deixando transparecer, na experiência da fé  dos que nele crêem, certos traços reveladores [atributos comunicáveis] de quem Ele é:
Um Deus simples, que gosta da companhia dos seus servos [por isto falou assim, com Davi, pela boca de Natã: 
E em todo lugar em que tenho andado com todos os filhos de Israel, falei porventura, alguma palavra a qualquer das suas tribos a que mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: por que não me edificais uma casa de cedro?….]  e daqueles que lhe adoram e querem servi-lo com todo o coração e bens.
Na realidade Deus nos ama, por isto, intervém na História, sempre pensando no bem-estar do homem.
Jr.29.11: Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós; pensamentos de paz e não de mal, para dar o fim que esperais.
‘Em nome da vida assume a defesa de todos os que são vítimas de uma cultura de morte…’.
A -A MAIS AMOROSA, ESPERADA E  PODEROSA INTERVENÇÃO:
A verdadeira face de Deus se manifestou em Jesus Cristo.
Após inumeráveis promessas Deus Intervém na História de forma radical e eterna pelo sacrifício salvítico e Eterno realizado por e em seu Filho Jesus Cristo.
Gl.4. 4: Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei,
O homem descobrir Jesus é descobrir Deus, não apenas em relação à história, a esse mundo, mas, em última análise, no além da história, na escatologia, pois por Ele temos agora acesso a vida Eterna no Plano Divino Através dos Séculos, por uma única e essencial Palavra : “
Está Consumado”. João 19.30.
João 6. 54: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
DEUS NÃO SÓ INTERVÉM NA HISTÓRIA COMO ESCREVE A HISTÓRIA.
Fonte:
Bíblia digital - cortesia Tio Sam
Bíblia  JFA-ERC -IBB
Lição -CPAD - 4º trim.
Lawrence Olsen
Prof. Renold J. Blank
Teísmo Aberto - Teologia e lógica  Ariovaldo Ramos  
Pr. Osiel Varela

25 de set. de 2008

CRISTO, ÚNICA ESPERANÇA DESTA GERAÇÃO




CRISTO, ÚNICA ESPERANÇA DESTA GERAÇÃO

Leitura Bíblica em Classe Rm 8.18-25
Introdução:
I. As pretensas esperanças desta geração
II. Cristo, esperança desta geração
Palavras-chaves: : Esperança; Cristo; Salvação
Introdução
A esperança está relacionada a outras duas virtudes principais do cristianismo: a fé e o amor (1 Co 13.13).  A Bíblia Sagrada, a inerrante Palavra de Deus, afirma que somente em Deus podemos depositar com confiança a nossa esperança (Sl 78.7; 146.5; Jr 17.7; Lm 3.21-26). Ela refere-se à pessoa que aguarda com fé, expectativa e paciência a provisão ou salvação de Deus (Gn 49.18; Sl 39.7; Is 40.31; At 24.15; Hb 10.23; 1 Pe 1.21). “Porque, em esperança somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará?” (Rm 8.24)
O mundo hodierno, mais propriamente a geração atual, procura de alguma forma esperar em alguém ou em alguma coisa (Sl 20.7; Jr 17.5; Is 50.10). Prezado leitor, você tem esperança? Qual é a sua esperança? Onde está a sua esperança? Cristo é a nossa única, gloriosa e linda esperança (Sl 42.5; 40.1; Mt 12.21; 1 Tm 1.1; Cl 1.27).
Cristo é a Solução para as Doenças do Século
Cristo é a solução para cada problema estudado nas lições anteriores. 
Em Cristo está o descanso. O jugo é um pesado arreio de madeira que se coloca sobre as espáduas de um ou mais bois. Esse instrumento é atrelado a uma parte do equipamento que os animais devem puxar. Para quem vive neste século difícil e trabalhoso, carregando um pesado jugo de pecado, opressão, perseguição, etc. Jesus liberta o ser humano dessas cargas (Mt 11.28). O alívio que Ele promete é o amor, a cura e a paz com Deus (Sl 37.7; 91.1; Jo 18.26; Ef 3.19; Is 53.4,5; Jo 14.27; Rm 5.1). “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.29).
Em Cristo encontramos alívio para a ansiedade. A ansiedade é angústia, incerteza, aflição, um mal terrível que nos rouba a paz, a alegria, nos torna pessoas tensas e pode até causar doenças físicas, afetando o nosso organismo. “Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Buscai, antes, o Reino de Deus, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Lc 12.26,31). Em Mateus 6.25, há um mandamento de Cristo nos ordenando a que não andemos ansiosos. Em Filipenses 4.6, o apóstolo Paulo nos exorta a que não andemos preocupados ou ansiosos. Tudo o que causa ansiedade devemos levar ao conhecimento de Deus, pela oração e súplica. O Senhor é fiel e está cuidando de nós com amor, ternura e dedicação (Mt 6.25,26; 1Pe 5.7; Hb 13.5,6; Sl 40.17).
Cristo nos liberta do medo. Do medo causado pelos ataques do inimigo e pela perseguição (Mt 10.28). Do medo causado pela insegurança (Mt 10.31). Sua presença nos dá segurança (Mt 14.27). Cristo nos ajuda a superar o medo do que algumas pessoas possam vir a dizer ou fazer contra nós, de forma que possamos realizar a obra de Deus (2 Tm 1.7).
Cristo nos ergue da depressão. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Depressão é o resultado emocional da autopiedade. Da mesma forma como Deus curou os três grandes servos que ficaram deprimidos a ponto de se desesperar da vida e pedir a Ele que lhes permitisse morrer - Moisés (Nm 11.10-15), Elias (1 Rs 19) e Jonas (Jn 4.1-3) - Jesus quer curar você que está deprimido (Mt 11.28).
A solução de Cristo para o consumismo. “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta?” (Mt 6.25) Jesus recomendou que não devemos ficar ansiosos por causa das nossas necessidades materiais (Mt 6.25). Em vez dessa preocupação, devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, pois Jesus está sempre atento às nossas necessidades diárias (Mt 6.33; Fp 4.19).
Em Cristo, temos tudo que desejamos. Jesus promete satisfazer os desejos de nosso coração, se estivermos “nEle”. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). Quanto mais perto de Cristo, pela meditação da sua Palavra e comunhão com Ele, mais eficazes serão as nossas orações (Jo 15.7,8). Todavia, devemos pedir que Deus nos ajude a nos livrarmos dos nossos desejos egoístas e a confiarmos nEle, pois é o único que pode nos dar o que realmente precisamos (Tg 4.3).
Cristo é o príncipe da paz. Essa paz não é apenas ausência de guerra, mas também significa prosperidade e o bem estar em vez de necessidades e de tristezas. O reino de Cristo é caracterizado por shalom, saúde, bem-estar, prosperidade, felicidade e ausência de inimizade (Is 9.6; Jo 14.27). Há paz onde Cristo está (Jo 20.19). O Espírito Santo, por sua vez, continua comunicando paz e segurança àqueles que confiam no Senhor (Is 26.3,12). A vontade do Senhor é que você sinta uma paz permanente, paz que lhe propicie alegria e um sentimento de propósito em todas as áreas da sua vida (Fp 4.7).
Em Cristo, a nossa alma está segura (Mc 8.34-36). Nada pode nos trazer mais insegurança do que estar à mercê de elementos ao acaso, incertos, aleatórios. Cada dia os homens experimentem engano, falsidade, desonestidade, incertezas, indefinições, decisões precipitadas. Todavia, é confortador sabermos que temos um Deus fiel e imutável em quem podemos depositar nossa confiança (Sl 37.3,5; 118.8; Pv 3.5; Is 26.4). Por causa disso, aquele que nEle crê vive seguro, sereno, calmo, confiante, ousado e corajoso (Sl 32.10; 125.1; Pv 29.25; Is 26.3; 2 Tm 1.2). O escritor aos Hebreus, ao meditar sobre a esperança, associa a sua principal característica que é a imobilidade, ilustrando-a pela figura de uma âncora (Hb 6.19). O serviço de uma âncora é permanecer fixa no fundo do mar sejam quais forem as condições marítimas. Quanto mais violento o tempo, tanto mais importante é a âncora para a segurança e a estabilidade do barco. A âncora é um símbolo da esperança cristã. Pelo fato de o escritor transferir seu pensamento acerca do mar para o tabernáculo, supõe-se que o fez como meio de introduzir outra base de esperança, bem mais firme, isto é, em Jesus, o Sumo Sacerdote.
Cristo liberta das drogas. Cristo é Libertador por excelência. Ele oferece o caminho que leva à vida, e não à morte (Is 61.1; Mt 7.14; Lc 4.18; Jo 8.32; Rm 11.26). As pessoas que usam drogas abrem-se à influência demoníaca! É o mesmo que convidar o mundo dos espíritos para começar a influenciar a vida de uma pessoa. As drogas prejudicam o espírito, a alma e o corpo humano. Se você é um cristão, saiba que o seu corpo pertence a Deus, e o Senhor ordena que você cuide bem dele (1 Co 6.19,20; Rm 12.1,2; 3 Jo 1-3).
Cristo é o verdadeiro caminho. Muitas pessoas não apreciam a afirmação de Jesus ao dizer que Ele é o caminho, por acharem que esse “caminho” é estreito demais (Jo 14.6). A verdade inabalável de Cristo se contrapõe às doutrinas diabólicas ou humanas (Jo 1.17; 8.32; 14.6; 17.17).
Cristo, único e verdadeiro Deus. Não importa o que as religiões ofereçam: só Cristo é verdadeiramente Deus (1 Jo 5.20). Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus […] virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim (Trecho do Credo Niceno). O apóstolo João mostra em seu Evangelho as duas naturezas de Jesus: humana e divina. Todavia, apesar de ter tomado forma humana, Jesus nunca deixou de ser o Deus eterno que sempre existiu. Jesus é o Criador e Sustentador de todas as coisas e a fonte da vida eterna (Jo 1.1-3; Hb 1.3). Jesus é o Criador do universo, a suprema revelação de Deus, a Deidade encarnada (Jo 1.14), o retrato vivo da santidade de Deus, o único em quem tudo subsiste (Cl 1.15-17).
Cristo, nosso modelo de perfeição. Em Mateus 5.48, Jesus aponta para a absoluta perfeição do amor de Deus como alvo do crente. A ênfase no mandamento de ser perfeito não se refere a uma natureza moral impecável, mas sim a um amor que inclui a todos e que busca o bem de todos. Em vez de seguir o exemplo dos pecadores que só amam aqueles que os amam, devemos ser como o Pai, amando também aqueles que não nos amam. Pela ressurreição da morte, Cristo aperfeiçoa a muitos (Hb 2.10; 12.2; Rm 4.25). Cristo, como exemplo de perfeição, deseja que sejamos perfeitos (Ef 4.11-16). A palavra grega aperfeiçoamento katartismos, significa uma adaptação, preparação, treinamento, aperfeiçoamento, tornar completamente qualificado para serviço. Na linguagem clássica, a palavra é usada para o ato de fixar um osso durante uma cirurgia. Jesus, o médico por excelência, agora está fazendo todos os ajustes necessários para que a Igreja não fique “deslocada”.
Cristo é a Esperança para o Desiludido
Em Marcos 5.25-34, vemos uma mulher que sofria de uma hemorragia há doze anos. Ela gastou todos os recursos de que dispunha com médicos e remédios, porém sua enfermidade se agravava a cada dia. Essa mulher é um exemplo de uma pessoa desiludida com tudo e com todos. Entretanto, um dia ela determinou que colocaria um ponto final na vida de sofrimento que levava. Venceu todos os obstáculos, aproximando-se do divino médico Jesus e tocou na orla de seu vestido. Sua fé foi recompensada e ela foi curada maravilhosamente, pela virtude que saiu do nosso Salvador.
Pessoas desiludidas. Quem sabe você seja uma dessas milhares e milhões de pessoas desiludidas que habitam este planeta. Alguns exemplos de pessoas que se mostraram desiludidas e desanimadas: Moisés (Nm 11.15); Josué (Js 7.7); Elias (1 Rs 19.4); Jó (Jó 10.1); Davi (Sl 42.6); Jeremias (Jr 15.10); Miquéias (Mq 7.1); os discípulos (Lc 24.17). 
Você está desiludido(a)? Quem sabe você está desiludido(a) com muitas coisas e até mesmo com algumas pessoas. Saiba, porém que nessa classe da Escola Bíblica Dominical em que você se encontra neste domingo, Jesus de Nazaré quer se revelar a você como sua viva esperança (Jo 14.18; 15.20,22). Não desanime, nem se desespere, pois quando tudo falha Ele não falha! Ele está aí ao teu lado e deseja estender a sua mão forte, salvadora, benfazeja e poderosa, para te abençoar (Is 61.2; Mt 11.28-30; Lc 7.13; Jo 14.1; 16.33). A Palavra de Deus relata alguns testemunhos de servos de Deus, pessoas como eu e você, que já estiveram desanimadas e sem esperança, mas que experimentaram a agradável sensação de alívio e vitória. Um deles é narrado no livro de Habacuque 3.17-19.
Cristo é a Esperança para o Cansado
A nossa geração é uma geração cansada! A despeito do avanço tecnológico e da ciência, o ser humano está estressado, muito cansado. Em pior situação estão aquele que desanimaram tanto que se cansaram da vida (Ec 2.17; 4.1,2; Jn 4.8). A medicina, por sua vez, tem se empenhado no sentido de proporcionar aos homens e mulheres, alívio, descanso, através de tratamentos especializados, terapias e medicamentos diversos. Porém, o homem permanece ansioso, deprimido, estressado e cansado (Jo 15.20,22).
Cristo é a solução eficaz para os cansados. Graças a Deus que existe uma solução eficaz para o homem cansado desta geração. Aceite o convite de Jesus: “Vinde a mim, todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
Cristo é a Esperança para o Discriminado 
O gadareno, símbolo dos excluídos. No Evangelho de Marcos 5.1-20, lemos o relato da vida de um homem completamente oprimido e que vivia à margem da sociedade de seu tempo, totalmente excluído de tudo e de todos. O gadareno, que causava pânico às pessoas, em razão da legião de demônios que estavam em seu corpo, um dia foi encontrado pelo Senhor Jesus, que o libertou dos grilhões de Satanás que tanto o oprimia. 
A maravilhosa libertação! Que dia inesquecível aquele em que o endemoninhado foi liberto por Jesus! Agora, não era mais aquele homem esfarrapado, que andava de dia e de noite e que nem mesmo as correntes podiam detê-lo. O versículo 15 o apresenta como uma pessoa completamente normal, vestido e em perfeito juízo, completamente reintegrado à sociedade. 
Jesus entende a discriminação e resgata o discriminado. Jesus também experimentou a rejeição, a discriminação (Is 53.3; Sl 118.22,23). Seus irmãos disseram que Ele estava louco e os fariseus o tacharam de endemoninhado. Os moradores de Nazaré quiseram jogá-lo do alto de um precipício, e os de Jerusalém, levaram-no à cruz. Se você se sente rejeitado, discriminado e está sofrendo por causa disso, desabafe, chore, abra o seu coração diante de Jesus, e tenha certeza de que Ele está disposto a ouvi-lo, compreendê-lo e conceder-lhe alívio completo sobre essa situação (Hb 4.15).
Prezado amigo, quem é a sua esperança? Davi, o homem segundo o coração de Deus declarou: “Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Sl 27.14). Glória a Deus, pois Cristo é a nossa esperança!


Pr. Wagner Tadeu dos Santos Gaby

16 de jul. de 2008

VIVENDO SEM MEDO



VIVENDO SEM MEDO

INTRODUÇÃO
O medo é o sentimento de insegurança que domina a humanidade dos nossos dias. Todo ser humano tem medo de alguma coisa, e existem aqueles que têm medo de tudo. Os homens medrosos agem assim porque não tem um alicerce solido, e na insegurança temem.
Porem aos que estão firmados na rocha não tem do que temer, porque Deus é refugio e fortaleza para todos os que nEle esperam.
I. OS TEMORES DESTE SÉCULO
Antes de entrarmos no estudo “os temores deste século” vamos ver o que é medo, alem do que já esta na lição em estudo.       
Definição.
O dicionário português diz que medo é proveniente do latim (metu), e significa: “Sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror”.
Nas nossas bíblias em português “medo” é tradução do termo grego ????? (phobos), este vocábulo tem o significado de: “o que causa medo, terror” (Rm 13.3;       1Pd 3.14; 2Co 5.11). Em um sentido passivo, “temor, medo alarme” (Mt 28.4,8; Lc 1.12,65; Jo 7.13; At 5.5, 11; 1Tm 5.20; Hb 2.15; 1Pd 1.17). “medo” (Rm 8.15;       1Jo 4.18). “reverencia respeito” (At 9.31; Rm 3.18; 13.7; 2Co 7.1; Ef 5.21; Fp 2.12; 1Pd 2.18; 3.2,16).  
De ????? (phobos), vem à conhecida palavra “fobia”, que é sufixo de vários vocábulos, como vemos no final da pagina 21 da lição do mestre (lição em estudo).
No Antigo Testamento hebraico são encontrados os seguintes termos;                
???????? (be`?tâ), “terror, medo, aflição”.
?????? (m?gôr), “medo, terror”.
?????(y?r?), “temer, ter medo, reverenciar”.
O medo no ser humano.
O medo no ser humano começou a existir depois que o pecado entrou no mundo. Antes disso o homem tinha plena segurança, pois o próprio Criador estava presente, e eles sentiam plena segurança. Mas depois de pecarem, sentiram tanto medo que tentaram se esconder: Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me Gn 3. 10.
E esse medo passou a todos os homens, inclusive aos animais, que esperam ate hoje a libertação Rm 8.19-22. Entendemos que o medo se trata de uma insegurança, ou incerteza diante de situações adversa, ode o indivíduo se sente inseguro diante de um perigo iminente.
Em se tratando dos “temores teste século”, são numerosos e variados. O homem sem Deus não tem base sólida, e por isso teme, vivendo em constante insegurança.
II. OS MEDOS DO SER HUMANO
Em falando dos medos ou temores do ser humano, é importante lembrar que há o lado positivo e negativo, vejamos:
Temor de Deus.
Neste sentido se trata de reverencia a Deus, e do cuidado para não pecar; chamamos de temor positivo. E é importante notar que temor a Deus procede dos mesmos temos que o temor ou medo em sentido negativo; nesse caso é preciso verificar o contexto.
É claro que o estudo da lição é referente ao temor ou medo no sentido negativo; mas vamos dar uma olhadinha no salmo 112, alguns versículos, e veremos que o homem que teme a Deus é abençoado, e não teme nenhuma outra coisa.
1 Louvai ao Senhor. Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer! 2 A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. 3 Bens e riquezas há na sua casa; e a sua justiça permanece para sempre. 4 Aos retos nasce luz nas trevas; ele é compassivo, misericordioso e justo. 7 Ele não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor. 8 O seu coração está bem firmado, ele não terá medo, até que veja cumprido o seu desejo sobre os seus adversários.
Aí esta o segredo; o homem natural que não teme a Deus, isto é, não anda na Sua presença, nem guarda os seus mandamentos, também não tem a proteção do Senhor; e onde Deus não atua, atua satanás; e a presença de satanás traz ao homem uma sensação horrível de medo e insegurança.
Temor ou medo do homem sem Deus.
E a situação da humanidade sem Deus dos dias em que vivemos é de medo e pavor. São diversos os tipos de medo do ser humano; parece que quando a criança nasce já sente um terrível medo e insegurança ao ter que começar a respirar sozinha, e ter que se habituar no novo ambiente. E daí para frente, as pessoas têm medo das necessidades, da pobreza, de guerras, de feras, de trovoadas, do escuro, de fantasma, da velhice, da morte, do futuro e etc. tudo isso causado pela incerteza ou insegurança que sentem devido ao vazio de Deus em suas vidas.  
De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem  Ec 12.13.     
III. A RESPOSTA DE JESUS PARA O MEDO: “NÃO TEMAS!”
?? ????û (me fobou), “não temas”. Esta expressão é repetida onze vezes no Novo Testamento. Três vezes foram ditas pelo anjo, sendo uma a José Mt 1.20; outra a Maria Lc 1.30; e a Paulo At 27.24. As outras oito vezes foram ditas por Jesus; ao chefe da sinagoga Mc 5.36; Lc 8.50; na chamada de Pedro Lc 5.10; aos seus seguidores Lc 12.32; a filha de Sião Jo 12.15; á Paulo At 18.9; a João Ap 1.17; a igreja de Esmirna Ap 2.10.
Observando bem cada uma destas referencias, entendemos que Jesus não estava dizendo que as pessoas que crescem não teriam nenhum tipo de problema ou sofrimento; mas sim que aqueles que confiam em Deus sempre terão vitória; não simplesmente nesta vida aqui, mas principalmente na vida eterna. E como conhecemos muito bem a historia dos apóstolos, muitos deles falharam em alguns pontos da vida, mas depois foram fieis até a morte, e mote cruel, mas garantiram a vida eterna com Deus.  Destacamos aqui o apostolo Pedro, que temeu quando andava sobre as águas do mar da Galiléia; e chegou ao ponto de negar a Jesus; mas depois do pentecostes aquele homem se tornou em um grande pregador da palavra diante dos reis e poderosos da época, correndo assim grandes riscos; e por fim a sua coragem foi tamanha que enfrentou a cruz, onde foi crucificado de cabeça para baixo.  E assim muitos outros servos de Deus tanto do antigo como do novo testamento, e muitos cristãos de nossa era que demonstraram a sua coragem e confiança em Deus, e Deus os honrou dando lhes a vitória.      
Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino Lc 12.32.
IV. COMO VENCER O MEDO
Confiando em Deus.
É a única maneira de vencer o medo, “confiar em Deus”. É claro que este “confiar” que falamos aqui, não é apenas superficial, ou ate mesmo artificial. Mas confiança com obediência e sujeição ao Senhor, para que Ele possa estar conosco e nos proteger. E não esqueça que Deus é amor 1Jo 4.8,16; e no amor não há medo: No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor 1Jo 4.18.
O homem só conseguirá viver sem medo se Jesus morar em seu coração; ao contrario, o homem não terá estabilidade para tal. Lembro-me muito bem da minha própria vida antes de aceitar a Jesus como único e suficiente Salvador; mesmo que denominava a mim mesmo como corajoso e valente, mas tinha medo de tudo, devido à insegurança que sentia mediante o vazio de Deus na minha vida. Mas quando aceitei a Jesus, a história mudou; mesmo sofrendo perseguição, afrontas e ameaças, o Senhor me fez vencedor. Lembro-me de certa vez que alguém furioso tentou tirar a minha vida, entre outras coisas, usando também uma faca, e colocando-a em meu pescoço, mas não pode fazer o que pretendia, porque a minha confiança estava no Senhor, ele não teve nenhuma força para executar o sei intento, e assim o Senhor me deu vitória naquela luta, sem precisar reagir e nem temer. Gloria a Deus!     
Falando ainda em vencer o medo; lembro-me de um homem que ganhei para Jesus. Esse homem com aproximadamente trinta anos de idade, casado e pai de dois filhos, vivia preso dentro de sua casa, depressivo e com medo de tudo, não tinha coragem de sair para lugar nenhum. Mas ele recebeu a palavra de Deus em sua vida, e aceitou a Jesus como salvador, e a sua vida foi mudada, e dali para frente ele pode sair e trabalhar normalmente, e sem medo; porque agora Jesus estava em seu coração. Aleluia!
Queres vencer o medo? Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará Sl 37.5.       
CONCLUSÃO
Concluímos dizendo que o medo não é de Deus, mas do inimigo. Esse é que traz assombro, pavor e medo com a sua presença. Mas a presença de Deus nos traz segurança e firmeza.  E os que estão firmados em Cristo, não temerão nem se quer a morte.
Pr. Edevir Peron